domingo, 1 de novembro de 2009

Intenso

Perdi-me na ilusão do amor. Na idealização daquilo que é impossível. Hoje me encontro a te procurar, em qualquer lugar. Fecho os olhos e só vejo teu sorriso. Sei que não devia alimentar esse sentimento. Ainda mais por ti, que és a encarnação do egoísmo - pré-conceito a ti por mim atribuído. Mas a vontade de sentir-te novamente é mais forte. E, por um instante, esqueço-me de teus defeitos, recordo-me apenas de tuas qualidades - aquelas as quais não sabia que existiam. Precisei me surpreender contigo, descobrir o quanto és diferente do que eu imaginava. Necessitei segurar-te em meus braços, beijar-te, sentir-te da mais profunda e ampla forma do verbo sentir para constatar que não és, apenas, narciso. Tive a bela surpresa de receber teu carinho. Carinho! Como pode alguém, a quem concebi previamente o título de egoísta, ter a capacidade de demonstrar afeto? E agora, o êxtase provido de tal descoberta me domina - não quero parar de sentí-lo! Estou presa à sensação de querer-te, de descobrir-te mais e mais. Presa, querendo te desvendar. E, assim, declaro que estou, incondicionalmente, atada à tua intensidade.

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